Quando o "eu" fala mais alto
Falar de personalidade é abrir horizontes de discussões, principalmente quando se trata de algo subjetivo, pessoal, em que o "eu" é classificado como um pronome de desabafo e emoções. Na verdade o que é personalidade? Por que a temos? No que ela consiste?
Personalidade não se limita a uma tábua rasa que surge gradativamente e se fixa ainda na adolescência. Mais do que isso, ela funciona como identidade psicológica, característica única que difere um ser de outro. Como possuidor de uma personalidade vejo como esta sofre influência de fatores endógenos e externos do mundo.
Ninguém tem dúvidas de que a família é um espaço determinante na formação de um ser. Basta olharmos para nosso ego que percebemos as semelhanças que possuímos de nossos familiares e o quão suas influências são relevantes na nossa formação. Vamos imaginar um pai que ensinou o filho a roubar; é provável que ele se acostume e ache esta uma ação natural. Portanto, para esse filho, ver roubo é algo natural, algo que já passou a fazer parte de sua personalidade.
A mídia mais do que nunca tem seu "atestado" de contribuição na formação psicológica. Ver cenas de sexo, adultério, crime, fará dogmas. Principalmente na infância quando a personalidade ainda está em formação. Além do mais a mídia manipula e impõe uma personalidade a ser seguida.
Já se dizia Mendel, que o meio era o fator primordial na formação do ser, ou seja, o meio em que vivemos e as pessoas que convivemos nos transmuta. A psicóloga americana Judith Harris diz que no meio, o fator fundamental da mudança de personalidade são os amigos.
Enfim, personalidade é mais que ter características de um meio, um pai, uma mãe. Personalidade é o consciente que singulariza o eu e o torna único em um planeta diversificado chamado Terra.